sexta-feira, 2 de outubro de 2015

A coragem de Hugo Cabret

Terminei outro dia a leitura do livro "A invenção de Hugo Cabret" do escritor Brian Selznick, de propriedade da minha filha, porque eu tinha assistido ao filme mas ainda não tinha lido o livro. E apesar de achar o filme lindíssimo, as ilustrações do próprio autor no livro, não deixam nada a desejar, são maravilhosas.
Como eu adoro literatura infanto-juvenil e fantasias, decidi que essa história seria uma entre as minhas preferidas.
A história se passa em Paris no ano de 1931. Hugo Cabret é um menino órfão mas que adora mecanismos. Enquanto seu pai ainda era vivo e trabalhava em um museu, encontrou um autômato abandonado por lá e contou para o seu filho que, insistiu que o pai o consertasse. Mas não conseguiu concluir seu objetivo porque morreu antes disso, deixando essa tarefa para Hugo, que por sua vez, imaginou que assim que consertasse o autômato, este lhe daria alguma mensagem de seu falecido pai. Hugo entra de cabeça nesse propósito e enfrenta tudo e todos para alcançar seu objetivo. Mas as entrelinhas é que me fascinaram. Um menino completamente sozinho, morando (escondido) em uma estação de trem, ajustando os relógios, passando fome, frio, tendo que roubar, sempre sujo e sem ninguém para se preocupar com ele. Até aí ok, a história é triste.
Mas mesmo passando por todas essas dificuldades, ele não desisti de seu sonho e continua indo em frente, apesar de todos os obstáculos e acaba expandindo esse sonho com outros personagens do livro.
Hugo Cabret, em minha opinião, é um menino muito corajoso, mas não por conseguir sobreviver, mas sim por não deixar que nada o faça desistir. Eu me lembrei que um dia também fui assim, mas cheguei a esmorecer diante de algumas dificuldades. Sinto nele o perfume da coragem da juventude, da ausência do medo de persistir naquilo que quer. Nós vamos crescendo e deixando alguns (ou muitos) sonhos para trás, vamos nos esquecendo deles porque as responsabilidades crescem a cada dia. Então vamos trabalhando para sobreviver, vamos gastando horas em frente a TV, ao smartphone, nas redes sociais, vamos vivendo no piloto automático, porque, infelizmente, perdemos esse vigor da juventude. Esse ar heróico que tínhamos quando achávamos que seríamos jovens para sempre, que nada nem ninguém nos tiraria de nosso eixo. Mas nós mesmos saímos de nossos eixos, consciente ou inconscientemente.
Vamos deixando a vida nos levar, vamos empurrando com a barriga, vamos deixando acontecer. Até um dia quando você ouve uma música no rádio do carro que te traz a lembrança de quem você era e de quem você é hoje. Uma música ou um filme ou um perfume que te lembram uma época e que você tinha simplesmente esquecido. Nessa hora nos damos conta do tempo que passou.
É só olhar para os jovens, adolescentes e você se lembrará. Lembrará que já foi como eles, já teve esse ar imbatível, mas com a correria e os problemas da vida nos acovardamos.
E foi nesse livro que lembrei de como eu era e de como eu sou hoje. Mas esses sinais estão em toda a parte, basta você estar disposto para olhar para eles. E, graças a Deus, eles dizem claramente: sempre há tempo de voltar e fazer de novo. Se você estiver olhando para a sua vida e não estiver satisfeito com o que vê, pare e comece de novo. Você pode errar, você pode falhar, você pode começar do zero novamente, porque sempre é tempo de recomeçar. Não tenha medo das mudanças e nem das suas escolhas, lembre-se que, mesmo se você não escolher, escolhido estará. Então aja. Corra atrás. Faça o que tem vontade de fazer. Mesmo que você não possa largar seu emprego, mantenha o que você ama fazer como um "hobby", mas mantenha por perto, não se distancie de você mesmo.
Olhe de perto para tudo de bom que a sua vida tem hoje, mas não pare mais que um segundo observando os problemas, porque você tomará a decisão certa para resolvê-los, se preocupar não vai ajudar em nada. Respire e sinta que um sangue juvenil ainda corre em suas veias, você não está velho nem ultrapassado, você é a expressão física da vida. Dê valor aos seus sentimentos e emoções, perceba que não está sozinho e siga em frente com todo o seu amor.
Não perca nunca seu entusiasmo em viver, em acordar cedo, em ter que ir trabalhar, em ter que ir ao médico, em sentir alguma dor, em fazer uma refeição, em saborear uma bebida. Volte a enxergar como você e eu enxergávamos antes de nos esquecermos quem éramos.
Grata Hugo Cabret, professor H. Alcofrisbas, autômato, ao cinema, a literatura, a Brian Selznick, que nossos esforços não sejam em vão, que possamos despertar aqueles que passam por nossas vidas da melhor forma possível.

sábado, 26 de setembro de 2015

O primeiro dia do resto da minha vida

Hoje, dia 26 de setembro de 2015, é um dia muito importante em minha vida, e muito feliz também. Hoje foi o dia que minha roda começou a girar, que minhas escolhas se tornaram realidade, que tudo começou a fazer sentido.
Passei grande parte da minha vida apenas sonhando, eu caminhava inconsciente por um caminho mas, quando comecei realmente a prestar atenção nas pedras do caminho, nas cores da estrada, tudo começou a fazer sentido e também a se realizar.
Sou grata, gratíssima, a todos os mestres que encontrei por esse caminho, a todas as pessoas que de alguma forma, contribuíram para que eu seguisse em frente. Todos, por menor que tenha sido esse incentivo, às vezes uma única palavra, às vezes um olhar, às vezes um sorriso, tudo contribuiu para que eu pegasse a minha coragem de volta, onde quer que ela estivesse. E foi o que eu felizmente fiz!
Quando eu parei de olhar para as dificuldades e os obstáculos, quando eu parei de olhar o problema e decidi olhar somente para a solução, parece que os véus da ilusão caíram todos. Estava lá o tempo todo, mas eu não conseguia enxergar.
Eu tentei tanta coisa na vida, foram tantos rumos, tantos tropeços, tantos aprendizados, e todos me foram úteis, todos me ajudaram a ser quem eu sou e quem eu me tornei, em quem eu quis me transformar.
Hoje recebi um "sim", um "vai lá, vamos te dar uma chance", "ok, vamos deixar você tentar" e isso me bastou para repor as minhas energias que estavam quase perdidas, não no esquecimento, mas na falta de entusiasmo.
Apenas esse "sim" foi o suficiente para me provar que eu estou no caminho certo, que é realmente por aqui, porque até então, eu andava às cegas, não sabia onde queria ir e não me importava onde eu chegava, mas eu sabia, quando chegava, que não era ali que eu queria estar.
Hoje eu sei e é aqui mesmo, entre os barulhinhos do teclado, entre as letras que vão formando palavras, ideias que vão se transformando em frases, emoções que vão tomando forma. É aqui, sempre foi e sempre será.
Aqui é o lugar onde eu sou realmente eu, onde não preciso me esconder ou fingir, onde me deixo ser exatamente como eu sou. E se eu tentar imaginar onde possa me sentir assim para sempre, a resposta é sempre a mesma: escrevendo.
Me sinto tão completa quando estou aqui, que não preciso de mais nada. Me sinto realizada.
Pode ser que para a maioria de vocês, tudo tenha sido mais simples ou mesmo mais rápido, mas para mim demorou um pouco mais, mas sei que ainda não é tarde, nunca é, "sempre é tempo de recomeçar" já se falou em um filme, e parece que é mesmo.
Aquele papo de "acontece quando tem que acontecer" ou "acontece quando você não está esperando ou não está prestando a atenção" também. Tudo faz sentido agora. Tive uma epifania.
Em breve, conto mais novidades.
Por hoje, somente esse meu post semanal, que escrevo aos sábados. Ótima vida a todos vocês.

sábado, 19 de setembro de 2015

Sobre a arte da escrita

Espero que você conheça o Stephen King, ou pelo menos, já tenha ouvido falar, porque é dele que vou falar hoje.
O grande mestre do terror e do suspense, nos presenteou com um livro chamado “Sobre a Escrita” que chegou esse ano no Brasil pela Suma das Letras. É como se fosse um guia prático para aqueles que tem a pretensão de se tornar escritor um dia. Mas é bem mais do que isso. Com uma linguagem clara e direta, ele desafia o leitor a cada episódio que acha necessário fazer e nos diz que podemos simplesmente fechar o livro.

Claro que também há a parte biográfica, onde ele conta, de forma muito divertida, seus passos na infância, adolescência e maturidade, sem esquecer de ser sincero, muito sincero na parte da dependência de drogas e álcool. O que nos aproxima dele de forma natural, parece que estamos conversando com o Sr. King na sala de casa.
Mas o grande lance desse livro, com título original “On Writing” escrito em 2000, é que ele consegue acabar com o misticismo que envolve a carreira de um escritor profissional, acaba definitivamente com a aura inebriada pela fumaça de cigarros, álcool, longas madrugadas sem inspiração, delírios e um certo charme de “ter” de ser assim para se tornar um bom escritor.
Nada disso. Se você quer se tornar um escritor profissional, você deve, é claro, saber escrever. Ele diz que todos temos uma caixa de ferramentas dentro de nós, por mais que não tenhamos estudado letras, sabemos como escrever bem e devemos usar todas as ferramentas que estão em nossa caixa para isso: gramática, pontuação, verbos, noção de parágrafo, diálogo e o interessante uso de advérbios. Além de usar essa caixa e pegar as ferramentas necessárias a cada momento, devemos também ler muito, ler tudo, tudo o que for possível e estiver disponível, ao nosso alcance. Ele diz: ‘se você não tem tempo para ler, não tem tempo para escrever’.
Mas voltando ao grande lance do livro é que para se tornar um escritor profissional de verdade, para ser lançado por uma editora, você deve ter uma árdua rotina e nenhuma, ou quase nenhuma vida social. Ele escreve todos os dias, para a imprensa em geral diz que só não escreve no Natal, mas desmente isso no livro. Stephen King escreve duas mil palavras por dia na parte da manhã. O resto do seu dia é divido entre leituras de cartas de fãs, coleta de ideias para seu próximo livro, conviver em família, fazer algumas refeições, caminhar e ler. Ele nunca para de escrever como também nunca para de ler.
Se você quer que a musa inspiradora apareça para você, que no caso dele não é uma mulher, e sim um homem, essa ‘inspiração’ deve saber quando e onde te encontrar, e ela tem que te encontrar trabalhando, escrevendo. Não adianta ficar sentado esperando

ela chegar, porque não vai, são raras as suas aparições, e não se pode esperar isso acontecer para você começar a escrever o seu livro.
Então, faça chuva, sol, tempestade, ventania, frio, calor, granizo, não importa, escreva todos os dias. Tenha um local específico para isso, um lugar onde você possa simplesmente ‘fechar a porta’, ficar longe das conversas rotineiras e telefonemas inoportunos e principalmente, nos dias de hoje, da TV e das redes sociais. Se isole, fique lá e não saia enquanto não atingir sua meta diária de palavras. Não mantenha nada dentro desse quarto que possa lhe distrair e não saia de lá até ter escrito, no começo pelo menos, mil palavras por dia.

Esqueça festas e baladas, esqueça sua vida social, esqueça a hora do almoço, não tire seu livro do seu foco principal. E se você quiser mesmo se tornar um escritor, você irá encontrar esse tempo para escrever. Ele não fala para você abandonar seu emprego e ficar o dia inteiro escrevendo, mas pede para se esforçar, escrever mesmo que esteja cansado, com sono, com fome ou até doente, escreva.
Outra coisa muito interessante é a persistência. Se é isso mesmo que você quer, não desista, porque até mesmo o Stephen King espetava suas recusas em um prego na parede, e eram muitas. Não desista na primeira tentativa, não desanime com o primeiro ‘não’, siga em frente se for isso mesmo que você quer para a sua vida.
Claro que ele começou a escrever desde muito cedo, sua mãe o apoiava muito, hoje em dia, sua esposa, Tabitha, também escritora, é sua leitora ideal e a primeira crítica de seus
best sellers, a maioria viraram filmes, claro poxa, ele é o Stephen King! Então ele mostra como chegou até onde está, o que aconteceu para que ele chegasse exatamente onde queria. E foi assim: seguindo em frente e não desistindo nunca do que queria.
Nem sempre foi fácil, afinal ele têm problemas como todos nós temos, doença e morte em família e no caso dele até dependência química, mas ele conseguiu superar tudo isso para continuar a fazer o que ama fazer: escrever. Hoje em dia ele pode se dar ao luxo de ser escritor em tempo integral, mas no começo da carreira teve vários outros empregos e encaixava a escrita em algum horário, e ele também cita vários outros autores assim, que tinham empregos completamente diferentes mas que escreviam mesmo assim, encontravam um tempo para isso, ou na verdade, ‘criavam’ esse tempo para escrever porque era isso que eles queriam ser.
Agora você pode se perguntar: ‘mas eu não tenho certeza se é isso que eu realmente quero para minha vida’ ou então ‘vou me esforçar tanto para não ganhar nada ou quase nada?’.
A resposta do Stephen King (e agora a minha também) é assim: ‘nunca foi pelo dinheiro’. Nunca deve ser pelo dinheiro. Se for isso que você está procurando, então esqueça e vá fazer qualquer outra coisa, menos escrever. O ato de escrever um livro, de contar histórias, de entrar na mente dos leitores deverá ser de pura diversão. Se você não se divertir e achar isso um fardo, você não nasceu para isso. Mas se ao escrever, você se diverte, se sente alegre, feliz, aí sim você pode vir a ser um bom escritor profissional. 

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O nosso tempo

"Todos os dias quando acordo, não tenho mais o tempo que passou" - essa deveria ser a premissa nossa de cada dia. Viver cada dia como se fosse o último, porque um dia a gente acerta. E em vez de ficar tentando consertar o passado ou tentando adivinhar o futuro, vamos trabalhar com o que temos em mãos nesse exato momento, que é, sempre foi e sempre será, somente o AGORA. Tudo o que eu tenho se resume a este exato momento. A cada inspiração e expiração acontece o meu agora e o seu também.
Vamos tratá-lo com todo o respeito que ele merece. Ele é único, exclusivo, singular, e nós o perdemos à toa, com pensamentos cotidianos, com preocupações que não vão nos levar a lugar nenhum. Ele só existe nesse agora, nesse que acabou de passar.
Lembram do coelho da Alice no país das maravilhas dizendo: "estou atrasado"?  É isso! Estamos sempre atrasados porque quase nunca estamos presentes.
Se ficarmos atrás da nossa religiosidade, da nossa espiritualidade, vai levar tempo demais até percebermos que o que importa é somente esta vida. Se existem outras, não importa, o que importa é o que vamos fazer com essa que temos nas mãos.
Vamos vivê-la dignamente? E com isso eu quero dizer: vamos fazer o que realmente amamos ou vamos tentar ganhar dinheiro nessa e deixar o que amamos de lado?
Eu não sei vocês, mas eu acreditei em uma mentira e só consegui desmascará-la agora, com meus 38 anos de idade. "Faça o que você ama e não terá que trabalhar um dia sequer na vida", já ouviram essa frase? E ela é verdadeira. Não adianta procurar em outros lugares, não adianta mudar de país, de paisagem, de problemas, de idioma, tudo está dentro de nós, o Universo está dentro de cada um de nós. Afinal, somos feitos de poeira de estrelas, não é mesmo? Nada mais justo do que levar isso ao pé da letra, literalmente. Somos seres cósmicos.
Somos perfeitos, divinos em nossa humanidade. Não temos tempo a perder. Pode ser que tenhamos algumas chances de aprender, como a vida faz com as crianças, mas não será a vida toda, uma hora vamos ter de crescer. E o Peter Pan estava errado em querer ser eternamente uma criança. Nós amadurecemos e nos tornamos mais conscientes e sábios, não há nada de errado com isso, não mesmo!
Estou achando o máximo.
Ter a liberdade de fazer o que realmente quero fazer. Sem me preocupar com as pequenas coisas. Com a marca da roupa que estou vestindo, se estou "adequada" ou bem maquiada. Simplesmente vou e faço e acho isso lindo, genial e prazeiroso. Sou eu mesma. Simplesmente eu. E isso é bom.
Consigo me dar valor e perceber o valor que as pessoas me dão também.
Isso é satisfatório para mim. Ser eu mesma e fazer o que gosto, não tem preço realmente.
E se um dia estiver em dúvida e não souber o que fazer ou para onde ir, meu conselho é: não faça! não vá! Porque quando queremos algo realmente, isso está tão decidido dentro de nós que não há espaço para a dúvida.
Viva como quer viver, se conhecendo a cada dia mais e se respeitando a cada dia mais e as coisas vão se encaixar. Boa sorte para nós! Alea Jacta Est!

domingo, 6 de setembro de 2015

A vida é minha

Bom, então vamos lá... Tenho que começar de alguma maneira, e decidi que será essa. Fui aconselhada por minha "terapeuta" a ativar o blog novamente. Digo terapeuta porque é justamente isso que ela se parece para mim.

Não vou entrar em detalhes (não agora) de quem é ela realmente. Mas são coisas que acontecem com a gente quando estamos dispostos a perceber. Se você quiser perceber algo, descobrirá esse algo em muitos lugares que antes pensava que não encontraria. Se você pensa em trocar de carro e decide: "estou pensando em comprar um Duster", o que mais você verá nas ruas serão Dusters de todas as cores possíveis. Mas isso não é milagre, eles já estavam lá antes, mas você só começou a "percebê-los" no momento em que decidiu os ver. E isso aconteceu comigo a vida inteira, e está acontecendo agora, com 38 anos de idade. Sempre soube que eu queria mesmo era escrever, durante toda a minha vida eu soube, mas encobri essa minha vontade porque fui educada a acreditar que ser escritora não era profissão, que não traria o dinheiro necessário para pagar as contas. Então me formei em Publicidade e Propaganda, fiz estágios em agências, mas como sempre achavam meu sorriso bonito, me colocavam como Atendimento, e como não era isso que eu queria, saía do emprego. Procurei em muitos lugares, isso ninguém pode falar, procurei mesmo. Fui recepcionista de escola de idiomas, fiz muitos estágios em agências de publicidade, participei de eventos, trabalhei com minha mãe em um restaurante por quilo, fui corretora de imóveis, fui freelancer em site, fui professora de yoga, abri uma hamburgueria, e tudo isso para não querer ver que o que eu queria mesmo era simplesmente escrever. Escrever qualquer coisa, manual, bula de remédio, qualquer coisa. Eu entendia que ganharia dinheiro fazendo outras coisas, menos escrevendo. Isso foi basicamente o tempo em que os judeus ficaram perdidos no deserto, 40 anos! Estou quase lá. Mas só realizei isso agora: não ganharei dinheiro enquanto não fizer aquilo que eu amo fazer. Simples assim. E pior! Não posso culpar ninguém pelo meu fracasso. Ele é todo meu! Assim como as experiências são todas minhas. Ultimamente, estou conhecendo pessoas que estão trazendo isso à tona, bem no meu focinho. Parece que elas combinaram. Se eu não fizer isso agora, já, ficarei mais tempo dando voltas em torno do meu próprio rabo. E sendo infeliz ainda por cima. O que eu quero dizer com tudo isso? Quero dizer, como bem disse Joseph Campbell: "Follow your bliss", traduzindo livremente como "Siga a sua graça", siga aquilo que te faz feliz, faça aquilo que quiser fazer mesmo com comentários de que isso não dá dinheiro, que não dá respeito, que não é profissão. Se é isso mesmo que você quer, vá em frente, e não olhe para trás, não tem nada lá que possa te ajudar. Não deixe que o seu entusiasmo vá embora, não se permita entrar em uma rotina delirante e alucinante, focando apenas em ganhar dinheiro. Vida só existe uma, então vamos vivê-la dignamente. Se Deus existe e te deu um dom, não há porque não usá-lo, isso seria desperdício. E desperdício para você, somente você. Se ficar esperando que chegue o momento certo, a hora certa, ter dinheiro suficiente para fazer aquilo que realmente gosta, pode ser que não haja mais tempo nem saúde para isso, porque você se deixou torturar a vida inteira fazendo o que não queria, estando onde não queria estar, sorrindo para quem não queria sorrir, bebendo com quem não queria beber. 
Tenho uma filha com 12 anos de idade e se eu pudesse deixar apenas um conselho para ela, seria esse: faça o que você ama fazer. O resto que você imagina ou deseja virá junto com isso. Apenas não desperdice seu tempo focando em coisas e carreiras que não dizem nada sobre você. Eu demorei todo esse tempo, mas acredito que ainda reste algum tempo para que eu posso mudar as coisas. Estou iniciando isso nesse exato momento, vocês são testemunhas. Não dê ouvidos ao medo, ele parece ser de um tamanho bem maior do que realmente é. Também não se preocupe, porque a maioria das coisas com as quais nos preocupamos, perdemos noites e noites de sono, jamais acontecem, sou prova viva disso. Então é isso meus queridos, FOLLOW YOUR BLISS!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Ai que saudade!!!

Status: última postagem 19/07/12!!!! Afffffeeeee

Aí vem a pergunta: Por que você ficou tanto tempo sem escrever?????

A resposta clássica "falta de tempo" não cabe mais na minha maturidade, foi falta de vontade mesmo, ou vontade de esquecer que minha vida realmente é escrever, que dependo desses barulhinhos das teclas do computador para me inspirar e para inspirar vida pura dentro de mim.
Estou prestes a completar 38 anos de idade e como as coisas mudaram até aqui, quanta coisa aconteceu!
Estou feliz, estou satisfeita. Me sinto muito bem de volta.
Espero que estejam todos ai ainda, ou melhor, que venha mais e mais.

Tenho que agradecer muito a Apple, não lembrava nem a senha nem o e-mail desse blog, foi apenas digitar no google e ele me mostrou lá, tudo salvo, senha, perfil, tudo, foi só escrever. Esse computador é demais!

Bom, isso tudo foi apenas para dizer a mim mesma: Boas vindas escritora, volte mais aqui! E com certeza, voltarei. Mas antes vou revirar tudo que escrevi e senti, só para dar uma lembradinha de onde parei.

Gratidão _/\_

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Nossa! Há quanto tempo não nos vemos, nénão? Mas 1000 coisas aconteceram desde então, e só agora consegui voltar aqui e dar a cara pra bater de novo. Estava com saudades de vocês! O que posso dizer por enquanto é que continuo escrevendo, tudo, qualquer coisa, mas principalmente o livro que prometi para a minha filha. Já tenho toda a estrutura da história e cada dia escrevo um pouquinho. Não sei onde isso vai me levar, se vai render ou não, mas por enquanto, é tudo o que posso fazer. Logo mais coloco um novo post. Beijos a todos!

domingo, 6 de novembro de 2011

Karma e Dharma - Transforme a sua Vida (UNIVERSIDADE DE YÔGA) Mestre DeRose

Dharma é uma lei humana e Karma uma lei universal. Dharma está sujeito ao tempo e ao espaço, enquanto o Karma está além do tempo e do espaço. Dharma é uma lei moral, pois depende das normas de um determinado país, região, grupo cultural e época. Mudando o tempo ou mudando o lugar, as regras mudam, o Dharma depende dos costumes. Em uma tribo antropófaga, em caso de guerra ou na profissão de policial, o Dharma pode ser matar. Porém, o Karma em todos esses casos permanece imutável e universal: determina "NÃO MATAR". Para o hinduísmo, Karma é apenas uma lei de causa e efeito. A pura lei do Karma é mecânica e não espiritual. É uma espécie de lei da gravidade muito distante do fatalismo que lhe atribuímos. Comparando a lei do karma com a lei da gravidade, concluímos que as duas têm muito em comum. Se você cospe para cima, recebe uma cusparada na cara. Não foi castigo. Nenhuma divindade interrompeu seus afazeres macrocósmicos para punir o hominídeo que teria feito algo 'errado". Sendo ignorante da lei da gravidade, você vai ficar se lamentando por seus ferimentos e irá atibuí-los à vontade dos deuses, demônios ou maus espíritos. Com o karma é exatamente da mesma forma. Tudo o que fazemos, falamos, sentimos ou pensamos gera karma. A questão é saber como ir substituindo um karma que produza resultados inconvenientes por outro que cause consequências desejáveis.
O karma se divide em três tipos: passivo, potencial e manifestado. Temos absoluto domínio sobre os dois primeiros. Essa é uma boa notícia. Você nunca imaginou que teria controle total sobre dois terços do seu destino! O ser humano seria o arqueiro e o karma, suas flechas. As flechas pousadas passivamente na aljava é o karma passivo, com o qual você pode fazer o que bem entender. Quando o arqueiro saca uma das flechas, coloca-a no arco e tensiona-o, é o estado de alerta de uma energia potencial, mas ainda tem completo domínio. O arqueiro poderá aumentar ou diminuir a tensão no arco, pode atirar em várias direções e pode também desistir de lançar a flecha e guardá-la.
A terceira etapa é quando o arqueiro solta a flecha. Aí não dá para voltar atrás. Não há como impedir que toda uma sucessão de consequências se desencadeie. Somente sobre esta última forma de karma você não terá domínio. Temos domínio perfeito sobre a maior parte do nosso futuro. Qualquer que seja o nosso karma, a liberdade que temos sobre as formas de cumpri-lo é bastante elástica. A sensação de restrição é muito mais decorrente dos próprios receios de mudar e da acomodação das pessoas, do que propriamente da lei de causa e efeito. O cumprimento do karma é como uma viagem de navio. Você está inevitavelmente dirigindo-se ao seu destino, entretanto, poderá aproveitar a jornada de diversas maneiras. Todos chegarão ao destino, de uma maneira ou de outra. Só que alguns irão se divertir bastante no trajeto, outros vão sofrer. Isso se deve ao temperamento de cada um e não ao karma. O resto é complexo de culpa.

 Tradução: Faça mais o que te faz feliz.
Tradução: Eu espero que o Karma bata na sua cara antes que eu o faça.


Namastê

Om Namah Shivaaya

Bom, se vocês clicaram no título do outro post ou desse mesmo, verão que foram direto pro youtube no mantra cantando pelo maravilhoso Krishna Das, certo? A letra é difícil? Tá, concordo que sânscrito não é uma das mais faladas hoje em dia, mas por isso existe a internet e o São Google que nos fazem economizar tempo e se soubermos avaliar, nos traz o que queremos saber com seriedade. Vamos a letra do mantra Om Namah Shivaaya:
"Om Namah Shivaaya - Om é o primeiro mantra, o som do universo e Namah é uma saudação, a Shiva no caso.
Shambhu Shankara namah Shivaaya - Shambhu ou Shambô = existência de felicidade, benevolente, manifestação do auspicioso. Shankara = outro nome de Shiva, literalmente, que causa bem estar ou felicidade, auspicioso.
Girijaa Shankara namah Shivaaya - Girijaa = nome de uma deusa, uma das esposas de Shiva, união das energias masculina e feminina.
Arunaachala Shiva Namah Shivaaya - Arunaachala é o nome de uma montanha sagrada no sul da Índia, venerada como manifestação de Deus.

O mantra é utilizado na meditação como um chamado para despertar nossa Potencialidade Divina, é um mantra libertador. Mantra é uma palavra em sânscrito formada por 'manas' mente e 'tra' por meio de, ou seja, controle da mente. Os sons mântricos conduzem a mente para a interioridade e para o domínio do não-pensamento, da não dualidade, onde não há sequência lógica nem linearidade. Haidakhand Bhole Baba enaltecia esse mantra por seu poder de purificação, iluminação, imortalidade e redenção, ensinava sobre seu indescritível poder para destruir obstáculos e formar uma ligação com Shiva.

Dizia também que seu poder é maior do que uma bomba atômica e recomendava sua repetição constante durante a meditação, o trabalho, o descanso e até mesmo durante o sono e os sonhos.
"O mantra, a deidade do mantra, o guru e você mesmo são todos um só. Repita o mantra com esta certeza."
Shree Swami 108 Fakira Nand

fonte: www.flogao.com.br/pastorgotico/123760076

NAMASTÊ!

sábado, 5 de novembro de 2011

Mantras, Hinduísmo e o Yôga

Após alguns poucos meses praticando yôga, pude aprender além de muitos "ásanas" que são as posições que fazemos com o corpo, aprendi também a pesquisar e conhecer um pouco mais sobre essa cultura oriental antiquíssima, sábia e muito interessante. Vamos começar pelo começo, 'yôga' é uma palavra em sânscrito que significa união, integração. A prática de yôga chegou na hora que tinha que chegar, para mim aos 34 anos de idade. Surgiu uma oportunidade e resolvi aceitar esse desafio de equilibrar corpo e mente, achei que não ia ser nada difícil. Mas apenas depois da primeira aula de Hatha Yoga é que comecei a procurar entender melhor essa prática que me deixou dolorida por uma semana.
A segunda aula foi de Power Yoga, um pouco mais rápida do que a Hatha Yoga, mas igualmente difícil. Me identifiquei mais com a Power Yoga, porque sempre tive dificuldade em meditar ou ficar quieta durante muito tempo, então, como ela exige movimentos mais rápidos, resolvi optar por ela e não me arrependo.
Um dos ásanas que fazemos é chamado de Guerreiro Um e a professora corrigia nossa postura dizendo que o joelho tem de ficar a noventa graus enquanto a outra perna está esticada, os braços retos na direção do ombro, ou seja, que não podíamos fazer qualquer guerreiro, éramos um Guerreiro de Shiva, ora bolas, vamos ser firmes! Não posso deixar de mencionar que a respiração é muito importante. Aprendi até que aquela história de inspirar pelo nariz e expirar pela boca é tudo uma grande bobagem. Temos que respirar somente pelo nariz. A boca é pra falar, comer e outras cositas, mas não respirar.

Óbvio que me interessei por Shiva. Fui pesquisar e claro que descobri milhões de coisas a seu respeito. Comecei por seu mantra, Om Namah Shivaaya, belíssimo com o Krishna Das e fui tentar descobrir o que significava para não ficar repetindo algo que eu não tinha a menor ideia do que significava. OM NAMAH SHIVAAYA é o maha mantra de Shiva, o mais importante, o mantra quer dizer "Me curvo diante de Shiva", mas como tudo na vida, não é tão simples assim. Om é o primeiro mantra, é o som do universo. Namah é uma saudação. Na verdade é uma saudação ao Shiva, a divindade, que existe dentro de cada um de nós. Lord Shiva ou o Senhor Shiva faz parte da TRIMURTI, da Trindade hindu constituída pelos deuses: Brahma (criação), Vishnu (preservação) e Shiva (destruição). Mas Shiva não é apenas a força cósmica da destruição, mas da renovação. Mas para renovar é preciso destruir o que está ultrapassado.
Como tenho lido muita coisa ultimamente estou chegando à conclusão de que realmente Deus é tudo, tudo que existe, existiu e sempre existirá. E nós somos seus filhos, com um pedacinho divino dentro de cada um de nós. Mas o problema é aceitarmos isso com facilidade depois de anos e anos ouvindo que somos pecadores, que não somos merecedores e blá blá blá. Somos merecedores do que quisermos ter, do que realmente desejarmos e acreditarmos. Inferno não existe. Somos seres criativos assim como nosso Pai, vivemos criando situações, problemas, soluções, amor, felicidade, depende do que quisermos criar para essa nossa experiência na Terra. Bom, voltando a Shiva, o mantra é um chamado para o despertar do nosso Eu Divino, da divindade que reside dentro de cada um de nós. Cliquem no link, ouçam a música, aliás mantra e vejam o que acham. No próximo post vou colocar a letra e a tradução aproximada.
Namastê! O deus que habita em mim saúda o deus que habita em você.

Sânscrito

Gisele em sânscrito, na verdade, lê-se Guissele.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Pai Nosso em Aramaico para o Português sem interferência da Igreja

ABVUM D´ASHIMAÍA
NETCÁDASH SHIMÓCH
TETÊ MALCUTÁCH UNA
NEHUÊ TCEVIANÁCH



AICANA D´BASHIMÁIA
AF B´ARHA
HÔVLAN LÁCMA D´SUNCANÁN IAOMÁNA
UASHBOCAN HÁUBEIN UAHTEHÍN 
AICÁNA DAF QUINAN SHBUOCÁN
L´HAIABÉIN UÊLA TAHLAN
L´NESIÚNA ÊLA PATSSAN MIN BÍXA
METÚL DILÁHIE MALCUTÁ
UAHÁILA UATESHBÚCTA
LÁHLÁM. ALMÍN. AMÉM.

Pai-Mãe, Respiração da Vida, Fonte do Som, Ação sem Palavras, Criador do Cosmos!
Faça a Sua luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós, para que possamos torná-la útil.
Ajude-nos a seguir nosso caminho, respirando apenas o sentimento que emana do Senhor.
Que o nosso eu, no mesmo passo, possa estar com o Seu, para que caminhemos como reis e rainhas, com todas as outras criaturas.
Que o Seu e o nosso desejo sejam um só, em toda a Luz, assim como em todas as formas, em toda existência individual, assim como em todas as comunidades.
Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós, pois assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo.
Não permita que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo nos iludam.
E, nos liberte de tudo aquilo que impede o nosso crescimento.
Não nos deixe ser tomados pelo esquecimento de que o Senhor é o Poder e a Glória do mundo, a canção que se renova de tempos em tempos e que a tudo embeleza.
Possa o Seu amor ser o solo onde crescem nossas ações.
Que assim seja!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Ciclo - Clarice Lispector

Já escondi um amor com medo de perdê-lo; já perdi um amor por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo; já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava da minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono; já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram; já decepcionei pessoas que me amavam.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois; já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância as pessoas que me amavam, para mais tarde chorar quieta no meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade...
Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já caí inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais. 
Já liguei para quem não queria, apenas para não ligar para quem realmente queria.
Algumas pessoas nunca precisei chamar, do nada e sempre foram e serão especiais para mim. 
Não me deem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração.
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque, sinceramente, sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma para sempre.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: "E daí? Eu quero voar!"



sábado, 18 de dezembro de 2010

Discurso de Charlie Chaplin em "O grande ditador" legendado em português

♫ Smile - Charlie Chaplin



Música "Smile" - composta por Charles Chaplin na voz de Nat King Cole
letra e tradução:



Smile though your heart is aching 
Sorria, embora seu coração esteja doendo


Smile even though it's breaking 
Sorria, mesmo que ele esteja partido


When there are clouds in the sky you'll get by
Quando há nuvens no céu você sobreviverá


If you smile through your fear and sorrow 
Se você sorrir através do seu medo e tristeza


Smile and maybe tomorrow 
Sorria e talvez amanhã


You'll see the sun come shining through for you
Você verá o sol vir brilhando para você


Light up your face with gladness, 
Ilumine sua face com alegria


Hide every trace of sadness
Esconda todo rastro de tristeza


Although a tear may be ever so near
Embora uma lágrima possa estar tão próxima

That's the time you must keep on trying 
Este é o momento que você tem que continuar tentando


Smile, what's the use of crying?
Sorria, pra que serve o choro?



You'll find that life is still worthwhile if you just smile
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena se você apenas sorrir


That's the time you must keep on trying 
Este é o momento que você tem que continuar tentando


Smile, what's the use of crying?
Sorria, pra que serve o choro?


You'll find that life is still worthwhile if you just smile
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena se você apenas sorrir




Minha pequena homenagem...


Sir Charles Spencer Chaplin Jr., mais conhecido como Charles Chaplin ou apenas Carlitos, nasceu em 16 de abril de 1889 em Londres, Inglaterra. 
Pra mim, um gênio, um homem fora de seu tempo, um ser humano que enxergava além dos olhos da matéria. 
Foi ator, diretor, produtor, roteirista, compositor e mímico, pois passou pela transição do cinema mudo para o falado. E mesmo quando os filmes podiam ser "falados", ele ainda fez um mudo, porque dizia que uma cena jamais poderia ser substituída por palavras.
Adorava as mulheres, casou-se quatro vezes e teve centenas de casos amorosos. Devia ter um gênio difícil (como todo bom ariano) e mergulhava em seu estúdio para criar por dias e dias, sem sair de lá. 
Em seus filmes, mostrava com brilhantismo o que era ser pobre, miserável, o que era não ter oportunidade, ser humilhado, perseguido por regimes autoritários, o que era passar fome, frio e ainda assim, SORRIR. 
Em "O Grande Ditador" (1940) conseguiu 'prever' o que aconteceria ao mundo, antes mesmo de Hitler, o nazismo e o holocausto. 
Chaplin faleceu em 25 de dezembro de 1977 (o ano em que eu nasci) na Suíça aos 88 anos de idade. Deixou um legado inesquecível e muitas obras, atuais até os nossos dias e muita coisa para pensarmos a respeito. 


Algumas frases que mais adoro:


"Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra.
Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha, e não nos deixa só, porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós.
Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso."



"Não preciso me drogar para ser um gênio; não preciso ser um gênio para ser humano, mas preciso do seu sorriso para ser feliz."


"Pensamos demasiadamente, sentimos muito pouco, necessitamos mais de humildade que de máquinas.
Mais de bondade e ternura que de inteligência. Sem isso, a vida se tornará violenta e tudo se perderá."



e para finalizar, a frase que mais amo:


"O homem não morre quando deixa de viver, mas sim quando deixa de amar."

sábado, 2 de outubro de 2010

Deus, Zeus, Dio, D´us, Alah, God...


   Outro dia, estava vendo um documentário sobre mitologia grega na TV. Achei tão interessante que meu sono até passou. São tantas ‘coincidências’ com as histórias que conhecemos hoje em dia como recentes que, isso me fez pensar em tudo o que achamos que sabemos.



   Por exemplo: Hércules é filho de Zeus com uma mulher humana. Zeus era casado lá no Monte Olimpo com sua deusa, mas, mesmo assim, cedeu aos desejos da ‘carne’. Ele tomou a forma do marido da humana e ela engravidou, gerando Hércules. A deusa traída ficou tão p. da vida com a traição que, colocou duas cobras venenosas no berço de Hércules e este, com tamanha força, esganou as duas peçonhentas. Hércules tinha a força de um deus grego e os sofrimentos dos humanos. Passou sua vida toda atormentado, tendo ímpetos de raiva e matando pessoas que estavam perto dele naquele momento. Sofria por ser tão diferente de todos os outros humanos. No fim de sua vida, nada feliz, Zeus o levou para morar junto dele no Monte Olimpo.


   O que você achou dessa história? De um rapaz que sofre muito sua vida toda por ser filho de um deus, de não ser aceito por outros humanos? Parece no mínimo familiar, não é mesmo?


   Outra parte que também gostei muito, foi que os deuses classificaram os seres humanos em 4 tipos: os de ouro, os de prata, os de bronze e os de ferro, que são os que vivem até hoje, ou seja, eu e você. Os seres humanos de ouro tinham tudo. Eles tinham saúde, amor, trabalho, boas colheitas, não existia doenças, nem traições, nem miséria. Mas, esses seres humanos de ouro simplesmente desapareceram. No filme ‘Matrix’ o arquiteto diz que criou vários tipos de humanos, que os primeiros tinham tudo, uma vida perfeita. Mas por ser tudo tão perfeito e previsível, eles acabavam cometendo suicídio. Por esse motivo, o arquiteto teve de criar ‘dificuldades’, empecilhos para que os humanos se sentissem capazes de resolver seus próprios problemas. Claro que o filme se baseou na mitologia grega, mas isso me leva a outra indagação: existe livre-arbítrio ou existe destino? Por exemplo, uma mulher faz sexo com um homem e engravida. Ela se vê com duas opções: ter o bebê ou não. Escolhe entre uma delas.
   Mas será que ela escolheu mesmo ou já estava em seu destino que ela passaria por aquilo? Parei para pensar que esse negócio de livre-arbítrio é uma grande estorinha do Todo Poderoso para ‘acharmos’ que estamos no controle de nossas vidas. Mas na verdade, não estamos e nem nunca estivemos. Mas se ele não nos deixar pensar assim, seremos ainda mais infelizes. Pobres humanos...
E esses seres humanos de ouro? Não seriam os anjos? Aqueles que se rebelaram?


   Outra coisa intrigante foi a parte em que os deuses mandaram para a Terra a primeira mulher, Pandora. Não fizeram isso porque eram bons, mas, porque queriam colocar entre os humanos um mal necessário. A mulher causaria inveja, discórdia, cobiça e traição, mas eram necessárias se quisessem perpetuar a espécie. Bom, pulando essa parte preconceituosa, vamos aos fatos: Pandora abriu a caixa e deixou sair de lá a maldade, a traição, a doença, a miséria, entre outros males, mas fechou a caixa deixando lá dentro apenas a esperança. Oras, o que a dona esperança estava fazendo dentro de uma caixa com tantas coisas ruins? Porque a esperança é dúbia. Porque o ser humano com esperança espera. Ele acredita que se não está bom agora, tem a esperança de que um dia irá melhorar, sem que ele aja para isso.


   Uma parte bastante interessante também é quando os deuses criaram aqui na Terra o Oráculo de Delfos. Quem tomava conta era Apolo, que disseram que era lindo mesmo, mas que não pegava deusa nenhuma (e nem as humanas). Bom, os deuses perceberam que os humanos gostariam de obter dicas sobre como seria o futuro. Colocaram lá uma mulher que não falava a língua dos humanos, mas havia um intérprete para ela. Geralmente os humanos queriam ser aconselhados para as questões políticas.
   Certa vez um imperador foi se consultar, perguntou se deveria ir para a guerra. O intérprete traduziu assim: “se você for à guerra, um reino será destruído.” Esse homem entendeu que se ele fosse para a guerra que a ganharia. Mas, na verdade, quando ele foi para a guerra, o seu reino foi destruído. Falha na comunicação? Ruído? Mas fazemos isso até hoje! Quando temos dúvidas, medos, preocupações, procuramos uma cartomante para saber do nosso futuro. Se ela for boa mesmo, sou capaz de apostar com você que não entenderá o que ela quer lhe dizer. Ou seja, não adianta perguntar quando não se vai entender a resposta. Não somos capazes disso por enquanto. Ou você vai negar que a cartomante esteja certa ou vai entender o que queria entender, e não o que ela realmente lhe avisou nas cartas.


Não é incrível isso?


   Outra coisa sinistra foi quando citou o deus Hades, o guardião do inferno. Lugar para onde iam as almas humanas que não tinham sido lá essas coisas durante a vida. Um lugar escuro, sombrio, cheio de lama. Umbral?


   Só posso dizer uma coisa: minha cabeça está doendo de tanto pensar.


   Mas garanto que a única coisa que faz doer mais ainda é pensar na famosa ‘partícula’ de Deus que os cientistas procuram com o acelerador de partículas. Ah não, aí não dá mesmo. Matéria, anti-matéria, energia negra, buracos negros, velocidade da luz, big bang, expansão do Universo...


   Mas esse tema eu deixo para um próximo post, tá?

   E hoje eu desejo (se você não for idoso e nem estiver grávida) que não pegue muita fila na sua sessão de votação. Leve sua cola e vote consciente. Boas eleições a todos!

beijossssss :D






sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Enchanted


Quem nunca sonhou com um conto de fadas? Minto. Refazendo a pergunta: Qual mulher nunca sonhou com um conto de fadas? De encontrar um príncipe, um homem encantador, que te ame acima de qualquer coisa?
Outro dia estava assistindo ao filme "Encantada" da Disney com a minha filha e, percebi que, desde muito pequenas idealizamos a pessoa que virá a ser um dia seu marido, namorado, amante, companheiro. Somos quase que 'domadas' a aceitar essa doutrina ou preferimos ver a vida desse modo? É o jeito feminino de ver a vida amorosa? Porque todas nós sabemos que isso só acontece dentro de nossas cabeças e só nos causa decepções, porque os homens são seres mais práticos, são mais simples de se mexer, mais flexíveis, são quase um iPhone, conseguimos chegar onde queremos por puro instinto. Os homens só não devem 'atrapalhar' esses nossos sonhos românticos, enquanto eles aturam nossos devaneios, tudo vai muito bem, o problema é quando eles querem porque querem nos mostrar a realidade. Aí não dá! Destrói qualquer sonho feminino de príncipe. Claro que não levamos isso muito a sério, ainda mais nos dias de hoje. Ele não precisa ser rico, nem bonito, nem ter barriga tanquinho, o que precisa é a química. É olharmos nos olhos dele e enxergarmos o que aquela pedra bruta pode se tornar, se nós, mulheres, soubermos lapidar. O amor é químico, ou seja, essa falta, essa saudade, a ansiedade, a vontade de ficar grávida, tudo isso faz parte de um processo químico que acontece em nosso cérebro por 'lembrarmos' que, quando estivemos com aquela pessoa foi bom e deve ser repetido.
Olha que bonito que li num outro blog: "A aliança de casamento é usada no quarto dedo por uma linda explicação dos monges chineses - o dedão, representa seus pais, o indicador, representa seus irmãos e/ou irmãs, o dedo do meio, representa o seu eu, o quarto dedo ou anular, representa seu marido ou esposa, e o mindinho, representa seus filhos e/ou filhas." Lindo não é mesmo? Além dessa belíssima explicação, ouvi uma vez que a aliança é colocada nesse dedo porque é o único que tem uma ligação direta com o coração. Mais bonito ainda!
Ouvimos desde sempre como devemos nos comportar, como devemos sentar, falar, comer, cruzar as pernas ao sentar, não usar palavras de baixo calão, e mais um zilhão de coisas.
Ainda estou tentando analisar tudo isso e ver se consigo salvar a minha filha de sete anos de apenas algumas dessas idealizações. Mas, se eu mudar muito a cabecinha dela, tenho medo de que ela não fique 'normal' perante a sociedade. Também não quero nenhuma mártir como filha, daquelas que chegam às últimas consequências, podendo até, sei lá, ser apedrejada em praça pública.
Bom, o que eu quero dizer com tudo isso? Era bem simples e curto, mas hoje quis divagar... Vamos tentar ver apenas o que está em nossa frente, enxergar o que realmente está ali. Não vamos ver uma pessoa e sonhar no que ela pode vir a ser, no que ela poderá se tornar. Menos expectativas, menos decepções. Ninguém muda, somos como somos, e os homens principalmente. Vamos aceitar como o outro é, com seus defeitos, qualidades, maus hábitos, crenças diferentes, conceitos diversificados. Vamos viver apenas a NOSSA vida, não vamos nos preocupar com a vida dos outros, justamente porque a vida é DELES. Cada um tem a sua responsabilidade com o que tem em mãos. Não vamos julgar, mesmo que você tenha certeza de que a pessoa está agindo errado, não adianta falar, avisar, mandar recado, sms, msn, nada! Ela fará o que quer, ela é livre, e você também. 
Vamos nos preocupar mais com nós mesmas, com o que somos, com o que nos tornamos, se está bom ou não, se podemos melhorar. Vamos fazer mais sexo pensando apenas naquele sexo gostoso do momento, sem imaginar de que agora, depois do sexo, ele nunca mais vai te ligar. Let it be. Che sera, sera. Viva o presente, esse momento, o agora, que como bem diz Clarice Lispector, é a única coisa que você tem. 
O futuro? Amanhã ele chega, não demora não, faça as suas coisas, faça o que gosta, trabalhe, e uma hora ou outra ele aparece aí na sua porta mostrando os frutos que você pode colher. Sonhar é bom, mas viver é bem melhor. Percebi isso quando vi que até a minha cachorrinha sonha. E com certeza ela não passa o dia seguinte pensando nas imagens que se formaram em sua cabecinha, se vão acontecer ou não, se são avisos do além ou não. Pra entender dessas coisas, aproveite o final de semana e vá assistir "Nosso Lar", aproveite e convide alguém para ir junto com você. Se mesmo assim você ainda não entender, pegue a próxima sessão para "Comer, Rezar, Amar". 
Certo meninas?
É isso. Um ótimo final de semana para vocês. Domingo tem eleição, sejam conscientes.

beijosssss ;)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Pensamentos

Hoje me flagrei pensando na vida. Em certos significados, significâncias, sentidos, conceitos...E como um sinal, troquei o canal da TV, peguei no momento certo no filme 'Divã' - maravilhoso por sinal, em que a personagem da Lilia Cabral, despede-se de seu psiquiatra/terapeuta. E quando a gente consegue entender de verdade essa 'despedida', entendemos que a nossa vida está e sempre esteve em nossas mãos, nossas únicas mãos. 


Não há Deus que nos ajude se não aceitarmos essa ajuda, se não pedirmos socorro. Não há anjo da guarda que resista a tanto sofrimento, solidão, pessimismo e mentiras, se não acreditarmos que estamos todos protegidos, e que acontecerá aquilo que sempre desejamos de coração para as nossas vidas.
Nada é exato. TUDO é possível, tudo. Depende de cada um de nós, do que acreditamos ser possível ou não. Qualquer coisa pode acontecer, pode ser que não aconteça no exato momento em que você queria que acontecesse, mas, se for para o seu bem, acontecerá. 
A mensagem é mais ou menos assim: "Não existe a porta certa, não existe a chave certa que abre essa porta, não existe apenas um único caminho para a felicidade", o que existe é o que a gente faz. As nossas escolhas a cada momento, as nossas decisões, opiniões, sentimentos, tudo isso nos leva (ou não) onde queremos estar.
Como diz a sábia Zibia Gasparetto: 'acredite, só você pode mudar a sua vida.' 
E aqui vai uma pequena dica, tudo depende da Inspiração, e quando você a encontra, tudo fica muito mais claro de se enxergar.



quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A total eclipse of the heart

(Turn around)
Every now and then I get a little bit lonely and you´re never coming round
(Turn around)
Every now and then I get a little bit tired of listening to the sound of my tears
(Turn around)
Every now and then I get a little bit nervous that the best of all the years have gone by
(Turn around)
Every now and then I get a little bit terrified and then I see the look in your eyes
(Turn around bright eyes)
Every now and then I fall apart
(Turn around)
Every now and then I get a little bit restless and I dream of something wild
(Turn around)
Every now and then I get a little bit helpless and I´m lying like a child in your arms
(Turn around)
Every now and then I get a little bit angry and I know I´ve got to get out and cry
(Turn around)
Every now and then I get a little bit terrified but then I see the look in your eyes
(Turn around bright eyes)
Every now and then I fall apart
And I need you now tonight
And I need you more than ever
And if you´ll only hold me tight
We´ll be holding on forever
And we´ll only be making it right
Cause we´ll never be wrong
Together we can take it to the end of the line 
Your love is like a shadow on me all of the time
I don´t know what to do and I´m always in the dark
We´re living in a powder keg and giving off sparks
I really need you tonight
Forever´s gonna start tonight
Once upon a time I was falling in love
But now I´m only falling apart
There´s nothing I can do, a total eclipse of the heart
Once upon a time there was light in my life
But now there´s only love in the dark
There´s nothing I can say, a total eclipse of the heart
Turn around bright eyes
Turn around
Every now and then I know you´ll never be the boy you always you wanted to be
Turn around
Every now and then I know you´ll always be the only boy who wanted me the way that I am
Turn around
Every now and then I know there´s no one in the universe as magical and wonderous as you
Turn around
Every now and then I know there´s nothing any better and there´s nothing I just wouldn´t do
Turn around bright eyes
Every now and then I fall apart
And I need you now tonight
And I need you more than ever
And if you´ll only hold me tight
We´ll be holding on forever
And we´ll only be making it right
Cause we´ll never be wrong
Together we can take it to the end of the line 
Your love is like a shadow on me all of the time
I don´t know what to do and I´m always in the dark
We´re living in a powder keg and giving off sparks
I REALLY NEED YOU TONIGHT
Forever´s gonna start tonight
Once upon a time I was falling in love
But now I´m only falling apart
There´s nothing I can do, a total eclipse of the heart
Once upon a time there was light in my life
But now there´s only love in the dark
There´s nothing I can say, a total eclipse of the heart
A total eclipse of the heart
A total eclipse of the heart
A total eclipse of the heart


Turn around bright eyes ....

Making love out of nothing at all